A dor lombar é hoje reconhecida como uma moderna epidemia internacional. Estima-se que 80% da população mundial apresentará lombalgia ou lombociatalgia em alguma época da vida. Nos Estados Unidos, as estatísticas mostram que esta é a causa mais comum de limitação de atividades laborativas em indivíduos com menos de 45 anos de idade. Cerca de 40% dos pacientes que apresentam lombalgia referem também dor irradiada para os membros inferiores.
A degeneração da coluna não é uma doença, mas sim um acontecimento normal, que faz parte do processo de envelhecimento. Todas as pessoas de 50 anos ou mais, mesmo as que nunca tiveram nenhum problema espinhal, apresentam sinais de degeneração. De fato, as alterações degenerativas começam a aparecer bem mais cedo, praticamente no início da idade adulta. A degeneração é, na verdade, o nome dado ao processo de desgaste das estruturas, principalmente das articulações da coluna, que são o as facetas articulares e o disco intervertebral. O grau de desgaste varia muito, podendo ser desde alterações iniciais, leves, como uma perda de hidratação do disco, que não obrigatoriamente representa doença, até grandes alterações, como uma artrose pronunciada das articulações facetárias.
A maioria das pessoas sente alguma dor ou desconforto relacionado a este desgaste, mas estes sintomas costumam ser pouco importantes e não causar maiores problemas. Porém, alguns indivíduos apresentam quadros degenerativos mais graves, marcados por dores significativas, incapacidade para realizar as atividades do dia a dia, ou mesmo aparecimento de deformidades da coluna. Nestes casos, existe o que é chamado de degeneração sintomática, que pode necessitar algum tipo de tratamento específico, dependendo da causa. Entre as possíveis etiologias para dor lombar as mais importantes são: discopatia degenerativa dolorosa (entre elas hérnia discal, protusão discal, etc), artrose facetária, espondilolistese degenerativa, síndrome miofascial, estenose de canal e escoliose degenerativa.
Para cada tipo de patologia existe um tratamento. Além do tratamento conservador ou não cirúrgico que deve ser indicado na maioria dos casos, existem técnicas de tratamento cirúrgico que atualmente podem se dividir em 5 categorias: cirurgias descompressivas (abertas, por microscópio ou por endoscópio), técnicas minimamente invasivas também chamadas de percutâneas (como infiltração intradiscal, nucleotomia, nucleoplastia, epiduroscopia, terapia intradiscal por radiofreqüência, bloqueio epidural com medicamentos, denevarção facetaria, tratamento percutâneo das fraturas, etc), artrodese (fusão intervertebral, técnica até hoje mais comprovadamente eficaz para patologias associadas a instabilidade e dor lombar crônica), técnicas sem fusão ou técnicas de estabilização dinâmica (Wallis, Dynesis, ligamentoplastia de GRAF, Cosmic, X-STOP, In-Space Interspinous Distraction Device, entre outros) e as próteses discasis (artroplastia discal).
Clínica da Coluna - Baia Sul Medical Center - Rua Menino Deus 63, Bloco A, Térreo, Sala 9, Florianópolis-SC | 55 48 3024-2424